As entrevistas do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci (PT), concedidas nesta sexta-feira (03) ao Jornal Nacional e ? Folha de S.Paulo, poderiam ter esvaziado a crise se houvesse a revela??o dos nomes dos clientes da empresa do petista, avalia o senador Eun?cio Oliveira (PMDB). Na Rede Globo, Palocci evitou nominar os contratantes da Projeto e n?o avan?ou nas informa??es que haviam sido divulgadas pela m?dia sobre a multiplica??o por 20 de seu patrim?nio.
"N?o fiz tr?fico de influ?ncia, n?o fiz atua??o junto a empresas p?blicas representando empresas privadas", declarou o ministro ? Rede Globo. Na edi??o da Folha deste s?bado, ele diz que a presidente Dilma Rousseff n?o foi informada sobre os detalhes dos seus contratos entre 2006 e 2010. "N?o entrei em detalhes sobre os nomes dos clientes ou sobre os servi?os prestados para cada um deles", afirmou.
Um dos principais articuladores pol?ticos da alian?a PT-PMDB, Eun?cio Oliveira sup?e que Palocci "deve ter reservado as explica??es mais detalhadas ao Minist?rio P?blico". Os peemedebistas ainda v?o aguardar o posicionamento do procurador-geral da Rep?blica, Roberto Gurgel. Explicitando como Palocci poderia ter se dirigido aos jornalistas, o senador exp?e a Terra Magazine sua ressalva ? estrat?gia do ministro:
- Se ele tivesse vindo a p?blico e tivesse colocado (a lista dos clientes), acabava o assunto. Encerrava isso. Podia dizer: "Eu tenho uma empresa, faturei tanto, o ?rg?o ? tal" e acabou. N?o ? crime ter empresa. "Faturei tanto, foi tanto de cada empresa, aqui os impostos recolhidos... E aqui a pastinha pra cada um de voc?s (jornalistas)".
Para o senador Eun?cio Oliveira, Palocci reservou ao MP os dados mais detalhados sobre suas consultorias

